Bom pessoal, faz dias que quero começar meu Blog… Tive a idéia (na verdade, me inspirei no blog do meu irmão, hehehe)… Criei o blog… Pesquisei os vários modelos… Fiz vários testes… Comecei a escrever o meu perfil… E aí, surgiu a pergunta mais difícil: Qual será o assunto do meu primeiro post??? Fiquei pensando vários dias… Flamengo… Filmes… Tecnologias… Business… Só que não apareceu nada de diferente e como esses serão os assuntos mais comuns, achei melhor esperar mais alguns dias para começar o blog com algo que marcasse realmente o início…
E não é que veio a idéia lá pelas 23h de um domingo (29/06/08). Quem diria, hein??? Naquele horário que normalmente não queremos pensar em nada… Que muitos consideram como o pior horário já que faltam poucas horas para mais uma segunda-feira…
Estava eu assitindo o programa do Fantástico, pensando que seria mais um programa como os de sempre (notícias da semana, vitória do meu Mengão e mais alguma matéria criada para preencher o horário previsto) e que quando começasse a cochilar no sofá, iria dormir e me preparar para mais uma semana de desafios no trabalho… Mas não é que assisti uma matéria muito interessante que me motivou a escrever o meu primeiro post do Blog…
A matéria que estou me referindo é a que contou a história emocionante de um pai (Dick Hoyt) que nunca desistiu de lutar pela alegria do filho (Rick)… Pode parecer redundância, pois qual pai desistiria de lutar pela alegria do filho??? Mas essa é uma história muito interessante que vale a pena ser contada e repassada…
Tentarei resumir e quem sabe comentar alguns trechos…
“Rick é o mais velho dos três filhos de Dick Hoyt. Durante o parto, o cordão umbilical se enrolou no pescoço. Faltou oxigenação no cérebro, provocando danos irreversíveis. Rick não pode falar ou controlar os movimentos de seus braços e pernas. Parecia condenado.
Os médicos disseram: ‘Livre-se dele. É melhor interná-lo. Ele vai ser um vegetal o resto da vida’. Nós choramos, mas decidimos tratá-lo como uma criança normal. Ele é o centro das atenções e está sempre incluído em tudo”, conta Dick Hoyt.
Sempre existirão momentos em que pessoas que estão a nossa volta irão nos dizer o que é mais fácil fazer, mas nem sempre será a decisão mais acertada a ser tomada… Acredito que quando estivermos no final de nossas vidas, veremos que ao longo dos anos os momentos que mais valeram a pena foram aqueles que tomamos as decisões mais difíceis e que nos exigiram os maiores sacrifícios… Pois são nesses momentos que realmente crescemos como seres humanos…
Rick sempre teve amor, mas ninguém sabia até que ponto ele conseguia absorver e entender o que se passava a sua volta. A escola achava que ele não tinha capacidade de aprender. Os médicos também.
“Mas aí nós pedimos para os médicos contarem uma piada, e Rick caiu na gargalhada. Eles, então, disseram que talvez haja algo aí dentro”, lembra Dick Hoyt.
Sempre existe algo dentro de cada um de nós… É questão de cada um descobrir e buscar o seu melhor…
Cientistas desenvolveram um sistema de comunicação para Rick. Com o movimento lateral da cabeça, o único que consegue controlar, ele poderia escolher letras que passavam pela tela e, assim, lentamente, escrever palavras.
“Ele tinha 12 anos, e todo mundo estava apostando quais seriam as primeiras palavras da vida dele. Seriam ‘Oi, pai!’ ou ‘Oi, mãe!’?. Que nada! Ele disse: ‘Go, Bruins’, uma frase de incentivo ao Boston Bruins, time de hóquei”, conta Dick Hoyt
Que eu me lembre, a minha primeira frase foi no dia 13/12/1981… “Mengão Campeão Mundial!!!” (estava na barriga da minha mãe…)
Rick participava de tudo. E foi assim que surgiu a idéia de correr.
“Um colega da escola sofreu acidente e ficou paralítico. Foi organizada uma corrida para arrecadar dinheiro para o tratamento. E Rick, através do computador, pediu: ‘Eu tenho que fazer algo por ele. Tenho que mostrar para ele que a vida continua, mesmo que ele esteja paralisado. Eu quero participar da corrida’”, lembra Dick Hoyt. “Eu tinha 40 anos e não era um atleta. Corria três vezes por semana, uns dois quilômetros, só para tentar manter o peso. Nós largamos no meio da galera, e todo mundo achou que a gente só ia até a primeira curva e ia voltar. Mas nós fizemos a prova inteirinha, chegando quase em último, mas não em último. Ao cruzarmos a linha de chegada, Rick tinha o maior sorriso que você já viu. E quando chegamos em casa, ele me disse, através do computador: ‘Pai, durante a corrida, eu sinto como se minha deficiência desaparecesse’. Ele se chamou de ‘pássaro livre’, porque então estava livre para correr e competir com todo mundo”.
O que realmente estamos dispostos a fazer pelas outras pessoas???
Dick começou a treinar, e eles resolveram participar de outras provas. Mas a recepção não foi boa.
“Ninguém falava com a gente, ninguém nos queria na corrida. Famílias de outros deficientes me escreviam e estavam com raiva de mim. Perguntavam: ‘O que você está fazendo? Procurando a glória pra você?’.

O que eles não sabiam é que Rick é que me empurrava para todas as corridas”, conta Dick Hoyt.
Muitas vezes, as pessoas irão nos desestimular a buscar os nossos desafios… Por isso devemos ter bem claro quais são e o por que??? Para que assim possamos continuar sem desistir de nossos objetivos…
E contra todos, eles foram em frente. Um ano depois, participaram da primeira maratona. Cinco anos mais tarde, veio a idéia do triatlo. Mas, para fazer triatlo com seu filho, Dick Hoyt tinha uma série de problemas para resolver.
Primeiro: equipamento. Não existia nada parecido no mercado. Todo o material de competição teve que ser desenvolvido. E a cada competição, Dick Hoyt tinha que chegar mais cedo para montar tudo.
Mas Dick Hoyt tinha um problema muito maior a resolver para poder fazer triatlo com o filho. Uma coisinha básica: ele não sabia nadar. Mudou-se para uma casa à beira de um lago e foi.
“Nunca vou esquecer o primeiro dia. Eu me joguei no lago e adivinha: afundei. Mas todo dia eu chegava do trabalho e tentava ir um pouquinho mais longe”, conta Dick Hoyt.
Essa é uma lição que procuro colocar em prática todos os dias: sempre buscar melhorar em algum ponto. Não é fácil, mas um dia após o outro acabamos conseguindo mudar pequenos pontos… e ao logo de dias, meses e anos seremos uma pessoa melhor…
Entre o primeiro dia no lago e o primeiro triatlo, foram apenas nove meses. A questão da natação estava resolvida, mas Dick Hoyt ainda tinha mais uma dificuldade pela frente: já fazia um certo tempo que ele não montava numa bicicleta – desde os 6 anos de idade.
O ciclismo é a parte mais difícil para os Hoyt. A bicicleta deles é quase seis vezes mais pesada que a dos outros, sem contar o peso de Rick. Na subida, isso fica claro.
“Ninguém me ensinou a nadar, a pedalar ou a correr como um atleta. Nós simplesmente fizemos. Do nosso jeito”, comenta Dick Hoyt.
O menos importante é o tempo… Claro que se conseguimos antes é melhor para nós mesmos… O mais importante é nunca desistirmos…
Do jeito deles, pai e filho enfrentaram os mais incríveis desafios. O mais impressionante: o Iron Man, no Havaí, o mais duro dos triatlos. São 3,8 mil metros de natação, 180 quilômetros de ciclismo e uma maratona inteira no fim: 42,195 quilômetros de corrida em mais de 13 horas de um esforço sobre-humano.
Dick e Rick venceram a desconfiança. Hoje são queridos onde chegam. Recebem incentivos dos outros competidores a todo instante e até agradecimentos.
“Vocês são incríveis. Obrigada”, diz uma triatleta.
Um rapaz diz que resolveu fazer triatlo por causa deles: “Hoje foi minha primeira corrida e eu gostaria de agradecê-los por serem minha inspiração”.
“É de emocionar, porque você começa a refletir o que tem feito da sua vida”, comenta uma mulher.
“É a parte mais fenomenal do triatlo. É incrível o que esse homem faz com seu filho”, elogia outra mulher.
“Ele é um grande homem. Ele tem coração, é um bom homem”, ressalta um atleta.
Será que procuramos nos espelhar nas pessoas??? Não vivemos sozinhos… Temos que buscar sempre o melhor…
Desde 1980, foram seis edições de Iron Man, 66 maratonas e competições de diversos tipos. Pai e filho completaram 975 provas juntos. Jamais abandonaram uma sequer e nunca chegaram em último lugar. Eles têm orgulho de dizer: “Chegamos perto do último, mas nunca em último”. Sempre com o mesmo final apoteótico: público comovido, braços abertos e aquele mesmo sorriso enorme na linha de chegada.

Acho que essa é a principal lição… “Jamais abandonaram uma prova sequer…”
Atualmente, Rick tem 46 anos. Com o movimento da cabeça, escreve no computador frases que serão faladas por um sintetizador de voz. É um homem bem-humorado. “As pessoas, às vezes, ficam olhando para mim. Eu espero que seja porque eu estou muito bonito”, brinca.
Outra lição espetacular… “É um homem bem-humorado”… Como é difícil conquistar este estado todos os dias… Pois sempre existirão coisas para nos tirar o bom humor. Cabe a nós deixarmos ou não…
Rick formou-se em educação especial na Universidade de Boston.
“Não dá para descrever a felicidade no dia da formatura. Foi minha maior realização. Eu mostrei para as pessoas que elas não têm que sentar e esperar a vida passar”, comenta.
Será que estamos esperando alguma coisa acontecer para sermos felizes ou estamos buscando por fazer acontecer???
Hoje ele não mora mais com o pai. Mora sozinho, com a ajuda de pessoas contratadas para dar assistência. E se você fica dois minutos com Rick, jamais vai esquecer o seu sorriso.
“Ele é muito, muito, muito feliz. Provavelmente, mais feliz do que 95% da população”, afirma o pai, Dick Hoyt, que escreveu um livro e criou uma fundação para ajudar outras pessoas com paralisia cerebral. Hoje o superpai tem 68 anos e impressiona pelo vigor que continua apresentando.
Aos 52, empurrando Rick, conseguiu o incrível tempo de 2h40m na Maratona de Boston, pouco mais de meia hora acima do recorde mundial. Marca excelente para um amador, sensacional para uma pessoa dessa idade e inacreditável para quem corre empurrando uma cadeira de rodas.
Sempre chega o momento que temos que seguir e construir nossa própria vida…
“Já me disseram para competir sozinho, mas eu não faço nada sozinho. Nós começamos como um time e é assim que vai ser. O que importa para mim é estar aqui e competindo ao lado do Rick”, afirma Dick Hoyt.
Por isso, eles se chamam “Team Hoyt” – o time Hoyt, a equipe Hoyt. Pai e filho, inseparáveis. Richard Eugene Hoyt e Richard Eugene Hoyt Junior: uma mensagem viva para o mundo.
“Nossa mensagem é: ‘Sim, você pode’. Não há, no nosso vocabulário, a palavra ‘impossível’. Esse é o nosso lema. E nós continuaremos com ele até o fim”, garante Dick Hoyt.
Realmente… Sozinhos só coseguimos fazer as coisas “possíveis”… As ‘impossíveis” somente se unirmos e multiplicarmos as nossas forças…
Depois de tantas linhas, termino meu primeiro post… Acho que dá para perceber como gostei dessa história…
Com certeza irei relê-lo várias vezes… Pois sempre poderemos tirar alguma lição para a nossa vida…
Prometo ser mais breve nos próximos!!!
Saudações Rubro-Negras!!!
06-Jul-08 at 10:46 pm
Oi Joa, começou com chave de ouro!!
Muito legal seu post, não conhecia essa família.
Abração e até quinta, no RJ,
Miguel
07-Jul-08 at 2:32 am
[...] Julho 2008 de Miguel Cavalcanti Meu irmão, Joaquim da Rocha Cavalcanti, montou um [...]
07-Jul-08 at 10:04 am
Oi, Joca!
Muito legal!!!
Adorei esta história e os seus comentários!
Realmente, um exemplo de vida.
Espero que vc continue escrevendo.
E quem sabe eu não começo tb…
Beijão Le e Vicente (q está aqui no meu colo “lendo” comigo).
01-Jul-09 at 9:28 am
[...] para reler meu primeiro post, que foi o que me inspirou a começar o blog e a me aventurar no mundo das [...]